Falhas constantes no fornecimento de energia levam MP a cobrar ações urgentes de concessionárias em Anori
Redação Amazonas em Notícias 28 de novembro de 2025 0 COMMENTS
O fornecimento irregular de energia elétrica em Anori motivou o envio de uma recomendação às empresas Amazonas Energia S.A. e Âmbar Energia, após sucessivas interrupções e oscilações que vêm afetando o dia a dia da população. O documento foi expedido pelo promotor de Justiça Bruno Batista da Silva, que atua na comarca, e cobra providências imediatas para evitar que os apagões continuem comprometendo serviços essenciais, o funcionamento do comércio e a rotina das famílias do município.
A concessionária responsável pela distribuição informou, em resposta extrajudicial, que as falhas recorrentes são consequência de desligamentos emergenciais provocados por problemas internos na usina termelétrica operada pela Âmbar. Segundo a empresa, quando há sobrecarga ou falhas mecânicas no sistema, é necessário interromper temporariamente o fornecimento para estabilizar a rede — medida que tem causado transtornos e prejuízos especialmente para unidades de saúde, escolas e estabelecimentos comerciais.
No documento enviado às duas companhias, o Ministério Público solicita informações detalhadas, no prazo de 15 dias, sobre os investimentos realizados em manutenção e infraestrutura nos anos de 2023, 2024 e 2025. Também exige a apresentação de planos de melhoria tanto na geração quanto na distribuição de energia, incluindo medidas técnicas para reduzir falhas e manter a regularidade do fornecimento.
Além disso, as empresas deverão implementar, em até 30 dias úteis, os reparos necessários na rede de transmissão e apresentar um cronograma de execução das obras, com metas claras para eliminar as quedas constantes de energia. Outro ponto citado na recomendação é a necessidade de aprimorar a comunicação com os consumidores, com avisos prévios sobre desligamentos programados por meio de redes sociais, imprensa local, aplicativos e mensagens de texto.
O promotor destacou que as concessionárias possuem obrigação legal e contratual de garantir energia de qualidade à população e que a intervenção busca restabelecer a normalidade do serviço. Caso as medidas não sejam cumpridas dentro dos prazos estabelecidos, poderá ser proposta uma ação civil pública para assegurar a solução definitiva do problema.
Laryssa Gomes Tavares Repórter policial e diretora executiva do portal Amazonas em Notícias







