Exercício ilegal da medicina: falsa médica que usava registro roubado é condenada
Redação Amazonas em Notícias 22 de dezembro de 2025 0 COMMENTS
A Justiça do Amazonas condenou Sophia Livas de Morais Almeida, de 32 anos, por exercício ilegal da medicina, após ficar comprovado que ela realizava atendimentos médicos em Manaus utilizando registro profissional furtado de uma médica regularmente habilitada. A sentença foi proferida pela 5ª Vara Criminal da Comarca de Manaus, do Tribunal de Justiça do Amazonas.
De acordo com a investigação conduzida pela Polícia Civil do Amazonas, Sophia se passava pela médica Letícia Costa Pinto, utilizando de forma fraudulenta o nome, carimbo e número de registro profissional (CRM) da profissional para dar aparência de legalidade aos atendimentos realizados na capital amazonense.
Atendimentos irregulares e risco à saúde
Conforme apurado, a falsa médica atendia pacientes em clínicas particulares e também em locais improvisados, captando vítimas principalmente por meio de redes sociais, onde se apresentava como especialista, inclusive em cardiopatia infantil. Em algumas publicações, ela chegou a afirmar falsamente ter parentesco com autoridades políticas, estratégia utilizada para ganhar credibilidade junto às famílias.
Reportagens veiculadas pela imprensa nacional, incluindo o G1, apontaram que entre as vítimas estavam crianças, gestantes e pessoas com doenças graves, que foram expostas a risco real de morte ou agravamento de quadro clínico, uma vez que Sophia não possuía qualquer formação médica.
Prisão e condenação
Sophia Livas foi presa em maio deste ano, após denúncias e diligências policiais que comprovaram o uso indevido do registro profissional. Durante o processo, o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) sustentou que a acusada cometeu diversos crimes, além do exercício ilegal da medicina, como estelionato, falsidade ideológica e exposição da vida ou da saúde de terceiros a perigo.
Ao proferir a sentença, a Justiça reconheceu a gravidade da conduta e determinou que a condenada cumpra pena em regime semiaberto, com imposição de tornozeleira eletrônica, proibição de deixar a comarca de Manaus sem autorização judicial e restrição de contato com vítimas e familiares.
Perfis retirados do ar e alerta à população
Após a prisão, todos os perfis profissionais mantidos pela falsa médica em redes sociais e plataformas digitais foram retirados do ar. O caso reacendeu o debate sobre a necessidade de fiscalização mais rigorosa e reforçou o alerta para que a população sempre verifique o registro profissional (CRM) antes de realizar consultas ou procedimentos médicos.
Laryssa Gomes Tavares Repórter policial e diretora executiva do portal Amazonas em Notícias







