Jovem denuncia assédio sexual e calote após trabalhar como babá em condomínio de luxo em Manaus
Redação Amazonas em Notícias 8 de janeiro de 2026 0 COMMENTS
Uma jovem de 18 anos, identificada como Alana Vitória Lasmar, registrou uma ocorrência policial na noite desta quarta-feira (7) após relatar que foi vítima de assédio sexual e de não pagamento pelos serviços prestados enquanto trabalhava como babá em um condomínio residencial de alto padrão localizado na avenida Efigênio Salles, na zona Centro-Sul de Manaus.
De acordo com o relato da própria vítima, Alana foi contratada para cuidar de uma criança na residência de uma família que mora no condomínio Palácio das Artes. Pelo acordo firmado, ela deveria dormir no local de trabalho.
Ainda segundo o depoimento, em uma das noites, por volta das 4h, enquanto dormia, ela percebeu que alguém a tocava de maneira inapropriada. Ao abrir os olhos, viu o patrão, identificado como Alexandre Messias, próximo à porta. Quando confrontado, ele teria dito que ela deveria trocar a fralda da criança, mesmo ela já tendo feito isso.
Abalada, Alana optou por pedir demissão e entrou em contato com Alexandre por mensagens. Ela contou que ele a chamou para conversar pessoalmente, mas, ao chegar à casa, ele a dispensou de forma ríspida e a orientou a sair imediatamente durante a madrugada, sem acesso à internet e sem dinheiro para se deslocar.
A jovem relata ainda que o acordo previa um salário de R$ 1.500, mas ela nunca recebeu pelo período trabalhado. Além disso, as refeições oferecidas no local se resumiam a pão e suco, sem oferta adequada de almoço ou jantar. Ao tentar cobrar o pagamento na data combinada, Alexandre teria respondido que “não conhecia nenhuma Alana” e bloqueado o contato da jovem nas redes sociais.
Em seguida, Alana teria se dirigido pessoalmente ao condomínio na tentativa de resolver a situação, mas, segundo ela, os seguranças do local foram acionados pelo ex-patrão, impedindo qualquer negociação. Diante dos fatos, a jovem procurou o 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) para formalizar a denúncia.
O caso agora será investigado pelas autoridades competentes, que poderão apurar a ocorrência de assédio sexual, violação dos direitos trabalhistas e outros possíveis crimes relacionados. A polícia também deve solicitar imagens de câmeras de segurança da área para verificar as circunstâncias relatadas pela vítima.
Fonte: Radar Amazônico
Laryssa Gomes Tavares Repórter policial e diretora executiva do portal Amazonas em Notícias
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