Renato Junior ameaça medidas contra Águas de Manaus e reacende debate sobre infraestrutura
Redação Amazonas em Notícias 26 de junho de 2026 0 COMMENTS
O prefeito de Manaus, Renato Junior (Avante), intensificou o tom contra a concessionária Águas de Manaus ao responsabilizar a empresa pelos danos causados à malha viária da capital após intervenções para obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (25), o chefe do Executivo afirmou que poderá adotar medidas mais rígidas, como embargos e aplicação de multas, caso a concessionária continue descumprindo as normas de recomposição asfáltica.
Segundo Renato Junior, equipes da Prefeitura realizam serviços de recapeamento que, pouco tempo depois, são afetados por novas intervenções da empresa, gerando reclamações constantes da população. O prefeito afirmou que a administração municipal não aceitará que obras recém-concluídas sejam novamente comprometidas.
O posicionamento ocorre em um momento de crescente debate sobre a qualidade da infraestrutura urbana de Manaus. A conservação das vias públicas tem sido alvo frequente de críticas de moradores, vereadores e órgãos de fiscalização, principalmente após acidentes relacionados à presença de buracos em diversas regiões da cidade.
A mudança no discurso também chama atenção pelo contexto político. Antes de assumir a Prefeitura, Renato Junior comandou a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) e participou diretamente da execução do programa Asfalta Manaus, lançado durante a gestão do ex-prefeito David Almeida. Agora, como prefeito, o gestor atribui parte dos problemas enfrentados pela malha viária às intervenções realizadas pela concessionária.
A fiscalização das obras executadas pela Águas de Manaus é responsabilidade da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município (Ageman), que acompanha as intervenções e pode aplicar sanções administrativas quando identifica irregularidades na recomposição do pavimento. Relatórios do órgão já registraram notificações e multas à concessionária em anos anteriores por falhas semelhantes.
O endurecimento da postura do prefeito ocorre em um cenário de pré-campanha eleitoral, o que levou setores políticos a interpretarem as declarações como parte da disputa de narrativas sobre a responsabilidade pelos problemas estruturais da cidade. Enquanto a Prefeitura reforça que a concessionária deve responder pelos danos causados às vias, críticos da administração afirmam que o município também tem responsabilidade na fiscalização e na execução das políticas de infraestrutura.
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Laryssa Gomes Tavares Repórter policial e diretora executiva do portal Amazonas em Notícias
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