Polícia Federal extrai dados de celular do homem-bomba. Veja o que se sabe sobre o atentado
Mark D 15 de novembro de 2024 0 COMMENTS
O chaveiro Francisco Wanderley Luiz, morreu na noite do dia 13, quarta-feira, 13, após explodir bomba na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Foto: Reprodução/Twitter
Fonte: CNN
Texto: Elijonas Maiada CNN , Brasília
A Polícia Federal (PF) segue, pelo segundo dia, extraindo dados do celular de Francisco Wanderley Luiz, apontado como autor de ataques com bombas ao Supremo Tribunal Federal (STF), na noite de quarta-feira (13). Troca de mensagens deve ajudar investigação para saber se autor teve ajuda nas explosões na Praça dos Três Poderes
O celular foi apreendido na manhã de quinta em um trailer que seria de Wanderley e estava em um estacionamento nas proximidades do STF e da Câmara dos Deputados. O aparelho está sendo periciado no Instituto Nacional de Criminalística (INC), da PF.
A perícia começou na quinta-feira (14), conforme antecipou a CNN. De noite, as primeiras mensagens começaram a ser analisadas. Nesta sexta-feira, a extração de dados prossegue.
Apoio ao plano
Segundo investigadores ouvidos pela CNN, as mensagens no celular poderão ajudar a saber se Wanderley teve apoio e qual seria seu plano.
O que já se sabe na investigação é que uma das últimas mensagens seria do autor com o filho, que está em viagem no Paraná. O filho prestou depoimento à PF e disse que recebeu mensagem “em tom de despedida” do pai, mas só entendeu após o atentado ser noticiado.
A ex-mulher do homem-bomba também foi interrogada e disse que o plano de Francisco Wanderley era matar o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
“[Ele] queria matar o ministro Alexandre de Moraes e quem mais estivesse junto na hora do atentado”, disse a ex-mulher a agentes da PF.
O caso está sendo investigado pela divisão antiterrorismo da Polícia Federal, em Brasília.
Planejamento das ações
A Polícia Federal (PF) investiga como foram planejadas as ações de Francisco Wanderley Luiz para os ataques da última quarta-feira (13) na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
De acordo com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, Wanderley esteve em Brasília em outras oportunidades — inclusive no início do ano passado. Ainda não há, entretanto, informação se ele participou dos ataques de 8 de janeiro, que também tiveram os prédios dos Três Poderes como alvo.
Segundo Rodrigues, “há indícios de planejamento de longo prazo” na ação realizada pelo homem-bomba.
Declarações de familiares do homem-bomba também foram tomadas pela PF na quinta-feira. Uma ex-mulher de Wanderley disse que um de seus planos era matar o ministro do STF Alexandre de Moraes.
Trailer
Um indício que pode indicar o planejamento antecipado, segundo Rodrigues, foi um trailer ligado a Francisco.
“Esse trailer foi alugado há alguns meses – não foi uma coisa recente – e estava em um ponto estratégico nas proximidades do STF, o que nos aponta para, de fato, um planejamento de médio e talvez de longo prazo e que sinalizam a gravidade de tudo isso que foi feito”, disse.
Perícia em celular apreendido
Agentes da PF começaram a periciar o celular de Wanderley. O aparelho foi apreendido na manhã de quinta em um trailer que seria de Wanderley em um estacionamento nas proximidades do STF e da Câmara.
Segundo investigadores ouvidos pela CNN, a expectativa é que ainda nesta quinta-feira os dados do aparelho celular sejam extraídos. Assim, mensagens poderão ajudar a saber se ele teve apoio e qual seria o real plano de ataque.
Caixa encontrada
Outro artefato está sendo investigado pela PF: uma caixa encontrada perto do trailer.
“Estamos fazendo análise e identificando se de fato pertence a esse mesmo episódio”, disse Rodrigues.
Conexões
Rodrigues disse que considera que o caso de quarta “não é um fato isolado” e que a unidade de antiterrorismo da PF está atuando no caso.
Esses grupos extremistas estão ativos e precisam que nós atuemos de maneira enérgica. Entendemos que esse episódio de ontem não é um fato isolado, mas é conectado a várias outras ações, que, inclusive, a Polícia Federal tem investigado em um período recenteAndrei Rodrigues
Fonte: CNN







