Suposto rato em bolo de aniversário choca moradores de Manacapuru e levanta debate sobre segurança alimentar
Redação Amazonas em Notícias 12 de junho de 2025 0 COMMENTS
Caso repercute nas redes sociais, gera revolta na população e é negado por panificadora, que afirma estar sendo vítima de calúnia
Um vídeo divulgado nas redes sociais nos últimos dias provocou uma onda de indignação entre os moradores de Manacapuru, município da Região Metropolitana de Manaus. As imagens mostram o que seria um rato morto encontrado em um bolo de aniversário encomendado por uma cliente em uma panificadora local.
Segundo relatos, o animal foi descoberto após o bolo ter sido cortado e servido durante uma comemoração familiar. Nas imagens, é possível ver claramente o que parece ser o corpo de um roedor envolto na massa do bolo, além de detalhes como pelos e partes do animal ainda visíveis. O conteúdo, considerado perturbador por muitos internautas, viralizou nas redes sociais e se tornou um dos assuntos mais comentados na região.
Veja o vídeo:
Clientes relatam mal-estar e atendimento médico
A polêmica se intensificou quando começaram a circular prints de conversas entre moradores, nos quais alguns consumidores afirmam que passaram mal após consumir produtos da mesma panificadora. Em um dos relatos, uma mulher afirma que precisou ser levada ao hospital com náuseas e dores abdominais, enquanto outro morador relata que crianças da família também apresentaram sintomas de intoxicação alimentar após comerem o bolo.
Essas denúncias levantaram preocupações sobre a segurança e as condições de higiene do local onde o alimento foi produzido, e muitos usuários das redes pedem fiscalização urgente por parte da Vigilância Sanitária e demais órgãos competentes.
Panificadora nega acusações e emite nota oficial
Diante da repercussão, a panificadora responsável pelo bolo divulgou uma nota oficial em suas redes sociais, na qual nega veementemente a presença de qualquer roedor no produto entregue à cliente. Conforme a empresa, as imagens são “montagens irresponsáveis” e “levianas”, com o único objetivo de manchar a reputação do estabelecimento.
“A empresa cumpre rigorosamente todas as normas de segurança alimentar, possui alvarás atualizados e laudos técnicos que atestam a qualidade da produção. Estamos à disposição para qualquer fiscalização dos órgãos competentes”, diz o comunicado. Ainda segundo a nota, os advogados da panificadora estão adotando medidas legais para processar os responsáveis pela divulgação do conteúdo nas redes sociais.
Veja a nota:

Moradores cobram investigação
Mesmo com a nota de esclarecimento, muitos moradores seguem céticos e continuam cobrando transparência e apuração rigorosa do caso. Para a população, é essencial que uma investigação oficial seja feita para garantir que a saúde dos consumidores não esteja em risco.
“Se for verdade, é algo gravíssimo. Mas se for mentira, também é muito sério, porque envolve a honra de um negócio e pode prejudicar famílias inteiras. Por isso, precisa ser apurado com seriedade”, afirmou um morador em entrevista ao portal local.
Vigilância Sanitária pode ser acionada
Até o momento, não há informações oficiais sobre uma vistoria realizada no local. No entanto, devido à repercussão do caso, espera-se que a Vigilância Sanitária municipal ou estadual tome providências para investigar o ocorrido. A presença de corpos estranhos em alimentos é considerada uma infração sanitária grave e, se confirmada, pode levar à aplicação de multas, interdição do estabelecimento ou até sanções judiciais.
O que diz a legislação
De acordo com a Resolução RDC nº 275/2002 da Anvisa, estabelecimentos que produzem alimentos devem manter rigorosos padrões de higiene e controle de qualidade. A presença de pragas, como ratos e insetos, é considerada uma infração sanitária grave e pode configurar crime contra as relações de consumo, conforme o Código de Defesa do Consumidor.
Além disso, segundo o artigo 7º da Lei nº 8.137/1990, é crime contra a saúde pública “vender, expor à venda ou entregar matéria-prima ou mercadoria imprópria para o consumo humano”, com pena de até cinco anos de detenção.
O caso segue sem uma conclusão oficial, mas revisitou a necessidade de uma vigilância mais ativa nas pequenas cidades, especialmente em relação à manipulação e comercialização de alimentos. Enquanto isso, moradores aguardam respostas claras e medidas que garantam a segurança alimentar de toda a população.
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Laryssa Gomes Tavares Repórter policial e diretora executiva do portal Amazonas em Notícias







