Dólar em queda: cotação atinge R$ 5,16 e anima mercados
Redação Amazonas em Notícias 24 de fevereiro de 2026 0 COMMENTS
O dólar comercial terminou o dia cotado a R$ 5,16, alcançando seu menor valor em cerca de 20 meses frente ao real brasileiro. A queda na cotação reflete fatores como a estabilidade dos mercados internacionais e a percepção de melhora nos indicadores econômicos locais.
Em média, a Bolsa encosta nos 191 mil pontos, mas cai influenciada pelo exterior.
Segundo analistas financeiros, a retração da moeda americana pode estar associada a movimentos de entrada de capital estrangeiro na Bolsa de Valores, à redução do prêmio de risco em economias emergentes e à perspectiva de política monetária mais favorável. Esses elementos ajudam a fortalecer a confiança dos investidores no cenário econômico brasileiro.
A desvalorização do dólar também tende a influenciar positivamente os preços de produtos importados e custos de insumos, o que pode ter impacto direto em empresas que dependem de materiais estrangeiros. Por outro lado, o real mais valorizado pode representar desafios para exportadores, já que produtos brasileiros ficam relativamente mais caros no mercado internacional.
Especialistas alertam que, embora a cotação esteja em baixa, o comportamento do câmbio segue sujeito a fatores externos, como decisões de política monetária dos Estados Unidos, dados de inflação e eventos geopolíticos.
A moeda norte-americana atingiu o menor patamar desde 28 de maio de 2024, quando havia sido cotada a R$ 5,15. No acumulado de fevereiro, o dólar registra recuo de 1,51% e, em 2025, a queda já chega a 5,83%.
O mercado acionário, por sua vez, apresentou maior instabilidade ao longo do dia. O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a sessão aos 188.853 pontos, com desvalorização de 0,88%. Pela manhã, o indicador chegou a operar em alta, alcançando avanço de 0,23% por volta das 11h57, mas perdeu força durante a tarde, pressionado principalmente por ações do setor bancário e acompanhando o desempenho negativo das bolsas de Nova York.
A volatilidade foi influenciada por incertezas relacionadas à política comercial dos Estados Unidos, especialmente diante da possibilidade de novas tarifas defendidas pelo presidente Donald Trump. O dólar iniciou o dia em alta, impulsionado por compras de importadores que aproveitaram a cotação mais baixa da última sexta-feira (20). No entanto, o movimento se reverteu após a abertura do mercado norte-americano, com entrada de recursos estrangeiros em economias emergentes, como o Brasil.
Na bolsa brasileira, investidores realizaram lucros, sobretudo em papéis de bancos, após o recorde registrado na sessão anterior. Além disso, a correção nas bolsas dos Estados Unidos também impactou negativamente os mercados globais.
Na contramão do cenário geral, ações de empresas do setor de petróleo avançaram, refletindo a valorização da commodity no mercado internacional. A alta foi impulsionada pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, após novas declarações de Trump sinalizando a possibilidade de intensificar medidas contra o país asiático.
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Laryssa Gomes Tavares Repórter policial e diretora executiva do portal Amazonas em Notícias
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