
O Comitê de Elegibilidade (Celeg) da Petrobras recebe, nesta terça-feira (21/06), a documentação para análise do nome de Caio Mario Paes de Andrade, indicado pelo governo federal ao comando companhia.
Na segunda-feira (20/06), o então presidente José Mauro Coelho cedeu a pressões políticas e pediu demissão.
Paes de Andrade foi o quarto nome indicado por Bolsonaro para assumir a petroleira. A recomendação foi feita em maio deste ano, mas, para assumir o cargo efetivamente, ele precisa passar por checagem de currículo. Ao final, a assembleia dos acionistas tem que chanceler a indicação.
O comitê da Petrobras deve analisar dois documentos: o “background check de integridade”, que avalia a integridade do indicado, e o “background de covenants”, que avalia o currículo e a capacitação profissional. Há controvérsias sobre a formação de Paes de Andrade, visto que ele não cumpre o requisito da Lei das Estatais de experiência na área.
Os documentos serão analisados por uma comissão de cinco pessoas, das quais apenas quatro votam e a quinta decide em caso de empate. O comitê é formado pelos conselheiros Ruy Flaks Schneider, Luiz Henrique Caroli e Francisco Petros, Ana Silvia Corso Matte e Tales José Bertozzo Bronzato — os dois últimos são membros externos.
A expectativa é de que o comitê emita um parecer ainda nesta semana. O documento será, então, enviado como recomendação ao Conselho de Administração da estatal, responsável pela votação do nome de Caio. A escolha pode ocorrer no mesmo dia, caso o presidente do conselho, Márcio Weber, convoque os demais membros.
Com a decisão do Conselho de Administração, Caio assume a posição de membro de Conselho de Administração e, então, a posição de presidente da estatal. Com a nomeação, ele toma posse e pode nomear os diretores, que também vão precisar ser aprovados pelo conselho.







