Deputada Fabiana Bolsonaro pinta rosto durante discurso e gera polêmica na Alesp
Redação Amazonas em Notícias 18 de março de 2026 0 COMMENTS
Parlamentar fez declaração contra mulheres trans e caso repercutiu nas redes sociais
Deputada será alvo de representação por racismo e transfobia após encenação no plenário chamando de “blackface”
A deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP) gerou forte repercussão ao pintar o rosto de marrom durante um discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), em meio a críticas à presença de mulheres trans em espaços femininos.
O episódio ocorreu durante sessão realizada nesta semana e rapidamente ganhou destaque nas redes sociais. A atitude da parlamentar foi interpretada por críticos como uma forma de “blackface”, prática historicamente associada a representações racistas.
Veja vídeo do momento
Não se trata de opinião, exagero ou “interpretação”.
— Tabata Amaral (@tabataamaralsp) March 18, 2026
A deputada Fabiana Bolsonaro encenou hoje na ALESP uma prática que carrega uma história profunda de racismo, humilhação e desumanização: o blackface.
É fundamental que haja apuração rigorosa e responsabilização nos termos da… pic.twitter.com/9Mc4RdOV8Q
Durante a fala, Fabiana Bolsonaro defendeu que mulheres trans não devem ocupar os mesmos espaços que mulheres cisgênero, posicionamento que motivou reações imediatas dentro e fora do plenário.
Durante o discurso na tribuna, Fabiana Bolsonaro comparou a maquiagem a uma suposta “falsa identidade”. Segundo ela, assim como não se tornaria uma pessoa negra ao pintar o rosto, mulheres trans não poderiam se identificar como mulheres. A fala gerou forte repercussão e indignação entre parlamentares e nas redes sociais.
Em sua declaração, a deputada afirmou que, mesmo que uma pessoa branca se pinte, isso não a faria vivenciar as experiências e dores enfrentadas pela população negra, como o racismo e a discriminação no dia a dia.
A repercussão foi imediata. A deputada estadual Ediane Maria (PSOL) anunciou que pretende acionar a Comissão de Ética da Assembleia Legislativa por quebra de decoro parlamentar, além de encaminhar o caso ao Ministério Público para apuração de possíveis crimes de racismo e transfobia.
O discurso também mencionou a deputada federal Erika Hilton (PSOL), atual presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados, o que ampliou o debate político sobre representatividade e os direitos da população trans.
Nas redes sociais, o caso ganhou grande repercussão, com internautas classificando a fala como ofensiva e cobrando providências das autoridades.
De acordo com registros do caso, a manifestação ocorreu como parte de um discurso político, o que ampliou a repercussão e gerou debates sobre racismo e transfobia.
O episódio provocou críticas de diferentes setores e reacendeu discussões sobre os limites de manifestações políticas no parlamento e o uso de símbolos considerados ofensivos.
Até o momento, não há informações sobre eventuais medidas formais relacionadas ao caso.
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Laryssa Gomes Tavares Repórter policial e diretora executiva do portal Amazonas em Notícias
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