Queima irregular de lixo gera R$ 13,3 milhões em multas por poluição do ar no Amazonas
Redação Amazonas em Notícias 27 de outubro de 2026 0 COMMENTS
A queima irregular de resíduos sólidos e outras ocorrências de poluição atmosférica levaram à aplicação de R$ 13,3 milhões em multas em quatro municípios do Amazonas. As penalidades foram registradas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) entre setembro e outubro de 2026, em cinco autuações realizadas em Manaus, Humaitá, Manacapuru e Careiro.
As infrações foram identificadas durante fiscalizações ambientais e envolvem a queima de lixo a céu aberto, principalmente em lixões municipais, além de ocorrências que comprometeram a qualidade do ar. Segundo o órgão, a fumaça e os poluentes liberados podem provocar desconforto respiratório e afetar a população, especialmente durante o período de estiagem.
Manaus concentra a maior multa
A maior penalidade do período foi aplicada em 7 de outubro, no Distrito Industrial 2, em Manaus. Durante a segunda etapa da Operação Alerta Fogo, os fiscais identificaram o uso irregular do fogo e situações que afetavam a qualidade do ar.
A autuação foi de R$ 5,5 milhões. De acordo com o Ipaam, moradores da região relataram odores e desconforto respiratório associados à poluição atmosférica.
Humaitá e Manacapuru somam R$ 7,5 milhões
Três autuações relacionadas à queima de resíduos sólidos em lixões municipais totalizaram R$ 7,5 milhões.
Em Manacapuru, a 68 quilômetros de Manaus, foi aplicada uma multa de R$ 2,5 milhões em 2 de setembro, após a identificação de queima de resíduos a céu aberto no lixão municipal.
Já em Humaitá, a 590 quilômetros da capital, foram aplicadas duas multas de R$ 2,5 milhões cada, nos dias 18 e 23 de setembro. As fiscalizações identificaram a queima irregular de lixo, com liberação de gases poluentes na atmosfera. <Cite refs={[“turn305144news0”]}/>
Careiro também foi autuado
No município de Careiro, a 88 quilômetros de Manaus, uma fiscalização realizada em 8 de outubro resultou em multa de R$ 260 mil por poluição atmosférica.
A autuação ocorreu durante a 12ª etapa da Operação Tamoiotatá 6. Segundo o Ipaam, foram identificados problemas relacionados à qualidade do ar, incluindo relatos de desconforto respiratório provocado por odores.
Fiscalização durante a estiagem
O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, afirmou que as autuações buscam responsabilizar os envolvidos em irregularidades ambientais e reduzir os impactos da poluição sobre a população.
“Estamos trabalhando para que a legislação ambiental seja cumprida e para evitar que a população sofra com os efeitos da poluição”, declarou.
O gerente de Fiscalização Ambiental do instituto, Marcelo Barroncas, explicou que as equipes fiscalizam atividades com potencial de causar danos ambientais, apuram denúncias e verificam o cumprimento das exigências legais. Quando são constatadas infrações, o órgão pode aplicar multas e adotar outras medidas administrativas, como embargos e interdições.
Parte das ocorrências foi registrada antes da entrada em vigor do Decreto Estadual nº 55.339, de 9 de setembro de 2026, que estabeleceu a proibição do uso do fogo por 120 dias no Amazonas, conforme as regras e exceções previstas na legislação.
Como denunciar
Os valores efetivamente pagos em decorrência dos autos de infração são destinados ao Fundo Estadual do Meio Ambiente (Fema), administrado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).
A população pode denunciar possíveis infrações ambientais de competência do Ipaam pelo WhatsApp (92) 98557-9454. Em casos de incêndio em andamento que exijam combate imediato, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas pode ser acionado pelo telefone 193.
Laryssa Gomes Tavares Repórter policial e diretora executiva do portal Amazonas em Notícias
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