Marido de PM morta com tiro na cabeça vira alvo de pedido de prisão em São Paulo
Redação Amazonas em Notícias 17 de março de 2026 0 COMMENTS
Investigação aponta indícios de feminicídio e tentativa de simular suicídio
A Polícia Civil de São Paulo solicitou a prisão preventiva do marido da policial militar encontrada morta com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde o casal morava, na capital paulista.
Inicialmente tratado como possível suicídio, o caso passou a ser investigado como feminicídio após o avanço das apurações. De acordo com a polícia, elementos periciais e contradições na versão apresentada pelo marido levantaram suspeitas sobre a dinâmica da morte.
O homem, que também é policial militar, foi indiciado por feminicídio e fraude processual. A investigação aponta que ele pode ter tentado alterar a cena do crime para sustentar a hipótese de que a vítima teria tirado a própria vida.
Laudos periciais indicaram inconsistências que não condizem com a versão inicial, além de indícios de que a policial pode ter sido agredida antes do disparo.
O pedido de prisão já foi encaminhado à Justiça e aguarda decisão. O caso segue sob investigação das autoridades paulistas.
A Polícia Civil de São Paulo pediu à Justiça a prisão preventiva do marido da policial militar Gisele Alves Santana, que foi encontrada morta com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde vivia com ele, na região central da capital paulista.
O principal suspeito é o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, indiciado por feminicídio e fraude processual.
A morte aconteceu no dia 18 de fevereiro e, em um primeiro momento, foi tratada como possível suicídio. No entanto, com o avanço das investigações e a análise de laudos periciais, a polícia identificou inconsistências que levaram ao descarte dessa hipótese.
Segundo os investigadores, exames realizados após a exumação do corpo apontaram lesões no rosto e no pescoço da vítima, além de indícios de que ela pode ter sido imobilizada antes do disparo.
Outros fatores também levantaram suspeitas, como contradições no horário apresentado pelo marido, ausência de tentativa imediata de socorro e aspectos considerados atípicos na cena do caso.
Diante dos elementos reunidos, a Polícia Civil passou a tratar o caso como feminicídio, entendendo que a vítima não tirou a própria vida.
O pedido de prisão já foi encaminhado à Justiça e tem o aval do Ministério Público de São Paulo. Até o momento, não há decisão sobre a solicitação.
As investigações continuam.
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Laryssa Gomes Tavares Repórter policial e diretora executiva do portal Amazonas em Notícias







