“Meu filho foi negligenciado várias vezes”, diz mãe que perdeu o filho na Hapvida
Redação Amazonas em Notícias 8 de julho de 2023 0 COMMENTS
Manaus (AM) – Lidar com o luto e a saudade do filho tem sido difícil para Miriam Monteiro Cordeiro, que perdeu o filho Richard Cordeiro por uma suposta negligência no dia 10 de maio deste ano no Hospital Rio Amazonas que fica localizado na R. Prof. Márciano Armond, no bairro Cachoeirinha.
De acordo como Miriam Cordeiro, no dia 28 de abril deste ano, ela entrou em contato com uma médica que era responsável pelo setor de CCIH, que é uma Comissão deliberativa, que anualmente discute e aprova o Programa de Controle de Infecção (PCIH), que é a base para o desenvolvimento das ações do Serviço de Controle de infecção Hospitalar (SCIH), para relatar que o filho não estava bem e não teve retorno da profissional.
Antes da piora do pequeno Richard Cordeiro, ele havia feito exames de tórax para saber se não havia pneumonia e traqueite e foi encontrada uma bactéria na traqueo e uma ressonância no crânio mostrou alterações em dois exames que como resultado teve pneumonia e uma nova bactéria. Mas, não teve retorno e o quadro do pequeno se agravou.
Após a piora, a mãe levou o filho para o hospital e entre idas e vidas o quadro acabou se agravando ainda mais e supostas negligências começaram a aparecer.
“A enfermeira me informou que não havia necessidade de estar fazendo manutenção de 15 em 15 dias e que eu poderia fazer em casa de mês a mês, e assim acatamos e o Richard vinha fazendo o tratamento em casa, porém os materiais que os médicos haviam prescrito, juntamente com os cuidados para que o pessoal do PGC liberasse não estava sendo feito”, disse Miriam.
Sem pensar duas vezes, a mãe levou o filho para o hospital novamente onde ele ficou internado e durante uma das visitas constatou arranhões e até mesmo a demora para socorrer após os aparelhos que marcavam os sinais vitais alarmarem.

“Eles falaram que meu filho tinha se arranhado, mas não tinha como pois ele estava em coma, pois eles induziram o coma nele”, disse a mãe ao Amazonas em Notícias
Richard que já estava em situação grave teve que ficar em uma Cemi ITI, pois na UTI da unidade não havia leitos disponíveis para a internação. No dia 10 de maio deste ano, o pequeno Richard morreu após várias supostas negligências e bactérias adquiridas dentro do hospital.
Laryssa Gomes Tavares Repórter policial e diretora executiva do portal Amazonas em Notícias
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