Ministro da Saúde visita fábrica da Novamed em Manaus, que amplia produção e ganha centro de pesquisa
Alan Charles Chaves 11 de setembro de 2026 0 COMMENTS
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou nesta quinta-feira (10) a fábrica da Novamed, do Grupo EMS, em Manaus. A unidade inaugurou uma área que amplia em 30% a planta fabril, além de um novo Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação.
Durante a visita, o ministro também destacou o protagonismo do Grupo EMS na produção nacional de canetas emagrecedoras — medicamentos à base de semaglutida e liraglutida, usados no tratamento de obesidade e diabetes tipo 2. A fabricação desses medicamentos, no entanto, ocorre na unidade da empresa em Hortolândia (SP), e não na planta de Manaus. Ao todo, o Grupo EMS soma nove registros de análogos ao GLP-1 na Anvisa e hoje lidera o mercado brasileiro de semaglutida.
Padilha destacou o pioneirismo da empresa ao lembrar que, quando a patente do medicamento expirou, o governo convocou empresas do Brasil e do exterior para disputar o registro de novas versões — e o Grupo EMS foi o primeiro a responder. Para o ministro, a caneta é “a primeira caneta emagrecedora 100% desenvolvida no Brasil, de acesso à população”.
Preço até três vezes menor
Segundo o ministro, a produção nacional já reduziu o preço das canetas em até três vezes — e vai além da questão econômica. Padilha afirmou que a iniciativa também garante ao país o domínio da tecnologia, que pode no futuro ser aplicada a tratamentos de outras doenças crônicas, como câncer.
A estratégia do governo começou em setembro de 2025, quando venceu a patente do medicamento. A prioridade foi dada a projetos com fabricação no Brasil, e o resultado foi a entrada de 14 canetas no mercado nacional, com preços até 70% mais baixos.
SUS avalia incorporação
O uso da semaglutida pelo SUS ainda está em análise na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec). Desde junho, o Ministério da Saúde também acompanha um estudo no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, com cerca de 250 pacientes com obesidade grave. A pesquisa vai avaliar os efeitos clínicos e o custo do tratamento antes de uma possível adoção pelo sistema público.
*Com informações da assessoria do Ministério da Saúde.
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