Polícia conclui inquérito sobre morte do cão Orelha e pede internação de adolescente em SC
Redação Amazonas em Notícias 4 de fevereiro de 2026 0 COMMENTS
A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito que apurou a morte do cão comunitário conhecido como Orelha e solicitou à Justiça a internação provisória de um adolescente apontado como principal responsável pelo crime. O pedido foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina.
A tentativa de esconder um boné e um moletom foi o que ajudou a identificar o suspeito.
Para quem não lembra, o ataque ao cão comunitário ocorreu na madrugada de 4 de janeiro, por volta das 5h30, na Praia Brava, no Norte da Ilha. O animal sofreu uma pancada contudente na cabeça, segundo os laudos da Polícia Científica.
O animal foi encontrado gravemente ferido, na região da Praia Brava, em Florianópolis. O cachorro ainda chegou a ser socorrido por moradores e morreu após ser levado para atendimento veterinário. Laudos periciais indicaram que a morte foi causada por agressões, caracterizando maus-tratos.
Segundo a PCSC, o adolescente foi interceptado no aeroporto ao retornar de uma viagem internacional na Disney. Um familiar ainda tentou esconder o boné do menor no momento da abordagem dos policiais.
A investigação sobre a morte do cão Orelha e os maus-tratos contra o cão Caramelo foi conduzida por uma força-tarefa que envolveu a Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle) e a Delegacia de Proteção Animal (DPA).
O delegado Renan Balbino explicou o desenrolar dos fatos e a investigação no caso do cão Orelha.
“O desenrolar dos fatos começou às 5h25 da manhã, quando o adolescente saiu do condomínio na Praia Brava. Às 5h58 da manhã, ele retornou para o condomínio com uma amiga feminina. Esse foi um dos pontos de contradição em seu depoimento. O adolescente não sabia que a Polícia possuía as imagens dele saindo do local e disse que havia ficado dentro do condomínio, na piscina. Além das imagens, testemunhas e outras provas também comprovaram que ele estava fora do condomínio.
Durante a investigação, a Polícia Civil analisou imagens de câmeras de segurança e colheu depoimentos de testemunhas para identificar os envolvidos. Com a conclusão do inquérito, a corporação entendeu haver elementos suficientes para representar pela internação do adolescente, medida prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para atos infracionais graves.
Além disso, três adultos foram indiciados por coação no curso do processo, por tentarem interferir nas investigações, segundo a polícia. Por envolver menores de idade, o caso tramita em segredo de Justiça.
A Polícia Civil informou que o encerramento do inquérito marca a fase final da investigação e que agora caberá ao Ministério Público analisar o pedido e adotar as medidas judiciais cabíveis.
Laryssa Gomes Tavares Repórter policial e diretora executiva do portal Amazonas em Notícias







