Policiais suspeitos de envolvimento em chacina no Amazonas têm prisão preventiva decretada
Redação Amazonas em Notícias 24 de janeiro de 2023 0 COMMENTS
A Justiça do Amazonas converteu em preventiva (quando não há prazo) a prisão de 12 policiais militares da Rocam (Ronda Ostensiva Cândido Mariano) suspeitos de envolvimento nas mortes de quatro pessoas, em dezembro de 2022, em um ramal na rodovia AM-010. A decisão foi proferida no último sábado (21). A defesa dos PMs pediu a soltura deles nesta terça-feira (24).
Os agentes estavam cumprindo prisão temporária no Batalhão da PM (Polícia Militar) do Amazonas, em Manaus, desde o dia 24 de dezembro do ano passado e seriam soltos nesta terça-feira.
De acordo com a defesa dos policiais, a justiça sustentou que a decretação da prisão preventiva foi necessária em razão da gravidade do caso, que demonstra o grau de periculosidade dos agentes e a necessidade de proteger o andamento das investigações. A justiça considerou informações apresentadas pela Polícia Civil do Amazonas, que investiga o caso.
Os PMs são suspeitos de envolvimento nas mortes de Diego Máximo Gemaque, de 33 anos, e Lilian Daiane Máximo Gemaque, 31 anos, que eram irmãos, e de Alexandre do Nascimento Melo, 29 anos, e Luciana Pacheco da Silva, 22 anos, que eram um casal.
Os corpos deles foram encontrados dentro de um carro modelo Onix branco na manhã do dia 21 de dezembro no ramal Água Branca.
Os policiais da Rocam se tornaram suspeitos após a repercussão de vídeos que mostram o momento em que eles fizeram a abordagem no veículo das vítimas. As imagens mostram Lilian e Luciana encostadas na parede de uma casa enquanto os agentes vasculham o carro em que elas estavam.
No dia 22 de dezembro, oito policiais militares suspeitos da chacina foram afastados pelo Comando da Polícia Militar do Amazonas. A corporação considerou as imagens da abordagem policial.
Com informações do Amazonas Atual
Laryssa Gomes Tavares Repórter policial e diretora executiva do portal Amazonas em Notícias







