Tenente que causou acidente de carro e morte de jovem de 18 anos é solto em audiência de custódia
Redação Amazonas em Notícias 16 de abril de 2023 0 COMMENTS
O 1º tenente do Exército Brasileiro, Yan Danrlei Ferreira Rozedo, 28, lotado no 4º Batalhão de Aviação do Exército, foi solto após audiência de custódia na tarde deste sábado (15), por homicídio culposo e lesão corporal culposa, de Fernanda Rodrigues Pinheiro, 18, e Edney Franklin, respectivamente, vítimas de um acidente de trânsito na noite da última sexta-feira (14), na Avenida Getúlio Vargas, bairro Centro, zona Sul de Manaus.
Por se tratar de crimes afiançáveis, o delegado plantonista do 1° Distrito Integrado de Polícia (DIP) havia estipulado uma fiança de R$ 20 mil para que Yan respondesse em liberdade provisória. Entretanto, durante a audiência de custódia, o advogado do suspeito, Roberto Jeferson Romano, pediu a soltura sem o pagamento de fiança.
“Havia uma (fiança) estipulada pelo delegado de R$ 20 mil, mas baixei para R$ 7 mil em virtude do advogado de defesa ter juntado os contracheques de Yan, comprovando o soldo líquido de R$ 9 mil, provando que ele não teria condições de pagar a fiança estipulada pelo delegado”, explicou o juiz plantonista Juiz Fábio César Olintho de Souza.
No mesmo dia do acidente, Yan passou por exame de alcoolemia, que deu negativo o que corroborou a decisão da liberdade provisória, mediante a medidas cautelares, como estar proibido de sair da comarca sem autorização da Justiça e ter contato com familiares das vítimas.
Como o exame de alcoolemia deu negativo e a Justiça aguarda o exame toxilogico de Yan, até fechamento da matéria, o militar responde pelo crime de trânsito do artigo 302 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que é praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor.
Caso seja condenado, a pena é de detenção de dois a quatro anos, e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. Caso o exame toxicológico dê positivo, a pena muda para reclusão de cinco a oito anos.
A assessoria do Exército Brasileiro informou que por se tratar de um crime de um militar fora de serviço, ele responderá como civil, entretanto, acompanhará o andamento do processo para possíveis medidas a serem tomadas no futuro.
Com informações A Crítica
Laryssa Gomes Tavares Repórter policial e diretora executiva do portal Amazonas em Notícias





