Vídeo de guarda municipal desmente “sabotagem” na roda-gigante da Ponta Negra
Redação Amazonas em Notícias 26 de novembro de 2025 0 COMMENTS
Nesta quarta-feira (26), repercutiu um vídeo do guarda municipal Abel Cid Moraes Vieira afirmando que foi ele quem determinou a paralisação da operação da roda-gigante do Complexo Turístico da Ponta Negra no último sábado (22). A declaração desmente a afirmação do prefeito David Almeida (Avante), de que a paralisação ocorreu por conta de uma “sabotagem”.
Tudo começou na tarde de sábado, quando o vereador Amauri Gomes (União Brasil) foi até a orla da Ponta Negra e gravou um vídeo afirmando que a roda-gigante estava ligada de forma irregular. No mesmo dia, diversas pessoas ficaram presas dentro das cabines após a atração travar.
Após isso, David Almeida fez uma transmissão ao vivo em suas redes sociais e afirmou que o vereador teria “cortado a energia elétrica da roda-gigante”, atribuindo ao parlamentar a responsabilidade pela paralisação do equipamento.
Segundo Abel Cid Moraes, que atua como gerente de operações da Secretaria Municipal de Segurança (Semseg), a roda-gigante não parou por falha elétrica, mas sim por uma “parada operacional” realizada pela empresa responsável, a Wheel Manaus J.P. Diversões Ltda., supostamente seguindo orientação indireta da Prefeitura de Manaus. “A gente teve que fazer uma parada aí na operação da roda-gigante”, disse o guarda municipal ao vereador, que o questionou ao perceber o equipamento parado apenas dois dias após a inauguração.
A roda-gigante estava lotada no momento da interrupção e vídeos publicados nas redes sociais mostram pessoas de várias idades presas nas cabines, algumas em pânico e sem informações sobre o que estava acontecendo. Relatos indicam sensação de desespero devido ao tempo de espera sem movimento.
O equipamento, com mais de 40 metros de altura, havia sido inaugurado na quinta-feira (20) como uma das principais atrações do período natalino na Ponta Negra. Com cabines climatizadas e visão panorâmica da orla, a Prefeitura havia divulgado que o brinquedo poderia atender até 140 pessoas por ciclo. A paralisação repentina logo após a inauguração gerou indignação entre visitantes e moradores, que cobraram esclarecimentos imediatos sobre o ocorrido.
Antes da chegada do Corpo de Bombeiros, funcionários da empresa tentaram manusear a roda-gigante sem utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como mostram imagens registradas por frequentadores. A falta de proteção e o aparente improviso reforçaram críticas sobre o preparo técnico da equipe responsável e sobre a fiscalização municipal. Foi necessário que o Corpo de Bombeiros assumisse o resgate dos passageiros para garantir segurança e estabilização do equipamento.
Até o momento, a Prefeitura não apresentou um relatório técnico detalhado que explique o motivo exato da paralisação, se houve falha humana, mecânica ou decisão administrativa direta. Não houve esclarecimentos sobre por que funcionários atuaram sem EPI, tampouco sobre a real condição de segurança do equipamento para o público. Enquanto vídeos, relatos e novas denúncias continuam circulando, aumentam as cobranças por transparência e responsabilidade na operação e fiscalização de equipamentos de grande porte destinados ao entretenimento da população.
Veja vídeo
Com informações do Radar Amazônico
Laryssa Gomes Tavares Repórter policial e diretora executiva do portal Amazonas em Notícias







