Atraso de salários ameaça funcionamento da única UTI do Médio Solimões, e MP cobra regularização em Tefé
Redação Amazonas em Notícias 15 de julho de 2026 0 COMMENTS
O atraso no pagamento dos salários de profissionais da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Tefé Carlos Braga levou o Ministério Público do Amazonas (MPAM) a expedir uma recomendação para evitar a interrupção dos atendimentos na única UTI da região do Médio Solimões.
A medida foi assinada pelo promotor de Justiça Vítor Rafael de Morais Honorato após a instauração da Notícia de Fato nº 209.2026.000019, aberta depois que veículos de imprensa divulgaram que médicos, enfermeiros e demais profissionais da unidade estavam com salários atrasados entre dois e três meses, dependendo da categoria, e haviam anunciado a suspensão das atividades.
Segundo o MPAM, a paralisação representaria um grave risco à população, já que o Hospital Regional de Tefé Carlos Braga abriga a única unidade de terapia intensiva disponível para atender os municípios do Médio Solimões.
“A instauração do procedimento e a expedição da recomendação têm por finalidade assegurar que o serviço não sofra qualquer descontinuidade e que as obrigações assumidas no contrato de gestão firmado entre o Estado do Amazonas e a empresa contratada sejam integralmente cumpridas”, destacou o promotor.
Empresa tem 10 dias para quitar salários
Na recomendação, o Ministério Público determinou que a empresa Mittel S/A, responsável pela gestão da UTI, efetue, no prazo de 10 dias, o pagamento integral dos salários atrasados de todos os profissionais da unidade, independentemente da categoria ou da existência de repasses financeiros por parte do Estado.
Também no prazo de dez dias, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) deverá apresentar documentos que comprovem a regularidade dos pagamentos feitos à empresa contratada, incluindo comprovantes e ordens bancárias referentes aos últimos seis meses.
MP pode adotar medidas judiciais
O Ministério Público informou que acompanhará o cumprimento da recomendação e ressaltou que, caso as determinações não sejam atendidas na esfera extrajudicial, serão adotadas as medidas judiciais cabíveis para garantir a continuidade do atendimento e preservar o direito à saúde da população da região.
Para o MPAM, a regularização dos pagamentos é fundamental para evitar a paralisação de um serviço considerado essencial, especialmente por se tratar da única UTI disponível para milhares de moradores do Médio Solimões.
Com informações do MP-AM
Laryssa Gomes Tavares Repórter policial e diretora executiva do portal Amazonas em Notícias
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