Moradores fecham ruas em manifestação contra instalação de medidores aéreos no São Raimundo
Redação Amazonas em Notícias 20 de março de 2023 0 COMMENTS
Moradores do bairro São Raimundo, na zona Oeste de Manaus, fecharam vias em protesto contra a instalação de medidores aéreos. O protesto aconteceu durante uma ida de equipes da Amazonas Energia à rua Central, que seria de manutenção, mas os moradores alegam que havia uma tentativa de instalar os medidores áereos.
A manifestação dos moradores é mais uma a acontecer na cidade desde que o Supremo Tribunal Federal considerou a lei que proibia a instalação do Sistema de Medição Centralizada (SMC). Protesto semelhantes já aconteceram em diversos bairros, inclusive contando com a presença de parlamentares e com a polícia precisando interceder.
Desta vez, no bairro São Raimundo, moradores afirmaram que três comércios foram avisados, na sexta-feira, que uma visita ao local seria feita para manutenção e troca de fios. “De forma sorrateira, sem transparência, a Amazonas Energia vem, troca primeiro a fiação, e depois aproveita para enfiar esses medidores de consumo nas alturas”, afirmou Elaine Belota, que mora há 59 anos na rua João Rebouças, próxima ao local de concentração da manifestação.
Um dos funcionários da Amazonas Energia presente no local, que não quis se identificar, disse que o objetivo da visita era somente fazer manutenção de baixa e média tensão. “Mas o pessoal pensa que é para colocar o relógio (medidor). O pessoal tá com medo já”, afirmou o funcionário.
Com caixas de som e palavras de ordem, os moradores resistem à ação da empresa desde as primeiras horas do dia. A polícia foi acionada e marca presença no local. “Nós estamos somente fazendo valer nosso direito de cidadão, de povo. Não podemos permitir isso que está acontecendo não só aqui mas em vários bairros. Estamos pedindo ajuda das autoridades com relação a isso, o poder público precisa olhar para a situação do povo, porque não é o primeiro bairro que acontece isso”, argumentou Fabíola Nunes, também moradora do bairro.
Segundo Fabíola, o questionamento da população é por conta de possíveis cobranças indevidas por parte da concessionária. “A gente não pode ficar sendo cobrado por algo que não é consumido. A gente não tem como tentar ver o que a gente consome em um poste. A gente só quer algo justo, pagar legamento o que consumimos, não aquilo que não consumimos”.
A reportagem procurou a assessoria de imprensa da concessionária e aguarda manifestação.
Com informações A Crítica
Laryssa Gomes Tavares Repórter policial e diretora executiva do portal Amazonas em Notícias





