Vereadores trocam farpas em meio a debate de CPI sobre saneamento básico
Redação Amazonas em Notícias 14 de fevereiro de 2023 0 COMMENTS
Em uma sessão plenária dedicada a homenagens ao ex-governador Amazonino Mendes (Cidadania), que faleceu neste domingo (12), os vereadores Sassá da Construção Civil (PT) e Marcelo Serafim (PSB) trocaram acusações e insultos nesta segunda-feira (13). O plano de fundo da discussão foi a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Águas de Manaus.
Contrariado por não ter conquistado a última assinatura necessária para instalar a comissão, Sassá pressionou os colegas para não retirar as assinaturas do requerimento. Em tom ríspido o vereador cobrou.
“Quero dizer aos nossos colegas. Não venha pressão em cima de mim para não assinar porque os colegas que assinaram vão manter a assinatura porque se vocês não quiserem assinar então fique calado. Não fica jogando palavras para colegas dizendo que essa CPI não vai dar em nada”, iniciou.
O vereador fez questão de ressaltar que não tem “rabo preso” com prefeito e nem governador e acrescentou “chega de palhaçada, chega de dizer que a CPI não vai dar em nada. É por isso que às vezes, o povo lá fora taca o pau na Casa por causa de alguns colegas”.
Ao ser confrontado por Marcelo Serafim, ainda da tribuna, Sassá apontou o dedo para o vereador e questionou-o: “você é um dos que não assinou a CPI. Por que você não assinou a CPI?”.
Sem conceder aparte a Serafim, Sassá da Construção chamou Marcelo de “pessoa sem caráter” e de “vendedor”. Sassá cobrou respeito e justificou que não deu aparte porque não ter citado o nome de Marcelo. “Então, você chega de palhaçada que comigo o buraco é embaixo”.
Sassá é coautor do requerimento que pede a instalação da CPI da Águas de Manaus. A CPI pretende apurar, entre outras coisas, a cobrança de 100% de taxa de esgoto, sem, segundo o requerimento, a prestação do serviço de tratamento de esgoto. Atualmente, o pedido tem 13 assinaturas. São necessárias 14 assinaturas para a CPI iniciar os trabalhos.
Apesar de não estar inscrito para falar, Marcelo Serafim pediu questão de ordem para assegurar a palavra. Serafim foi categórico e acusou Sassá de extorquir a Água de Manaus por contrato de obras.
“Não fui eu que fui na empresa. Negociar com a empresa para fazer obras com empresas ligadas a mim. Vossa excelência lave a sua boca. Todo mundo aqui conhece o modus operandi de vossa excelência. Vossa excelência tinha 13 assinaturas chegou aqui no plenário, disse que tinha rasgado o requerimento com as assinaturas e agora volta com essa história”, acusou o vereador.
Marcelo afirmou que não tem qualquer problema em assinar o requerimento desde que Sassá esclareça o fato determinante para a instalação do colegiado investigatório.
“Se tem alguém aqui que tem rabo preso é vossa excelência que sobe na tribuna dizendo que não tem rabo preso, mas que todo mundo sabe. Nos corredores aqui, nas conversas de pé de ouvido. Vossa excelência quer botar moral e quer dizer que é melhor que todo mundo”, disparou Serafim que logo em seguida é interrompido pelo presidente, vereador Caio André (PSC), que exigiu decoro.
Ao finalizar o bate boca, Marcelo Serafim afirmou que não irá mais tolerar esse tipo de comportamento e provocou “eu sei o que vossa excelência fez no verão passado”.
Com a reprimenda do vereador Gilmar Nascimento (UB), que reclamou que os dois vereadores usaram o pedido de ordem sem fundamentação, Sassá disse que pretende acionar Marcelo Serafim no conselho de ética da Casa para que ele prove as acusações.
Os serviços de tratamento de água e esgoto foram privatizados em 2000 durante a gestão estadual de Amazonino Mendes (Cidadania) e municipal de Alfredo Nascimento (PL).
Com informações da A Crítica
Laryssa Gomes Tavares Repórter policial e diretora executiva do portal Amazonas em Notícias







