Artigo| Mata-Mata: a morte súbita nos acréscimos sociais
Redação Amazonas em Notícias 25 de janeiro de 2023 0 COMMENTS
“Disparar” acerca do que aconteceu no último domingo durante uma partida de futebol amador no “ Teixeirão”, é municiar a metralhadora de opiniões em especial das redes sociais, aliás a palavra social tem um fator determinante dentre tantos casos parecidos, sim, idênticos! Vale ressaltar que isso não é especificidade do futebol amazonense, tão pouco do futebol amador.
Segundo o Jornal O Globo, o Brasil é o recordista de mortes no futebol. Para não perder a oportunidade hoje por exemplo é dia de final da maior competição de base do mundo (Em 1995, a decisão entre Palmeiras e São Paulo terminou em morte), assim como na Copinha, o título de maior, durante anos deixou os amazonenses orgulhos de ter o maior campeonato de “peladas” do mundo.
Para digitar essas entrelinhas comecei uma pesquisa e entrevistas com várias pessoas envolvidas direta e indiretamente com o futebol amazonense, conversei com treinadores, jogadores, professores, policiais, pesquisei em sites, em livros inclusive de antropologia, o fato é que apesar das divergências de opiniões, percebe que o medo é unanimidade dentre todos, segundo o que se percebe é que o executivo, o legislativo e o judiciário hoje tem de perto um “quarto poder.”
O fato é que não se pode culpar apenas a detentora do produto, sim produto! Hoje o que um dia foi o maior campeonato de “peladas” do mundo deixou de ser uma competição comunitária, daqueles grupos de amigos que se juntavam nos finais de semana, os bairros já não se sentem representados como antes, falando em bairros, é bom salientar que muitos times inscritos jogam nos campeonatos espalhados por bairros e comunidades de Manaus, e que esse tipo de barbárie também acontecem fora do “Peladão”, nas segundas, as manchetes dos noticiários são regadas de sangue, após o domingo de bola rolando, fazendo valer a manchete do El País – Jornal Espanhol que afirma que a violência no
futebol é um retrato do Brasil.
A desconfiguração do “peladão” é nítida, já se tem até saudades inclusive de quando o tráfico era apenas de influência, o mundo mudou, é preciso repensar para que não se acabe com o que ainda resta que é a tradição, os fatos expressam o que a sociedade representa, já não falamos do Unidos da Glória, do Aritana, Unidos do São José, já não falamos de Igapó, 3B… O campeonato já não é tão amador assim, muitos dos times participantes são mais estruturados que os ditos “profissionais do Estado”, por tudo isso é preciso investir em segurança, é preciso repensar a arbitragem, os mandos de jogos, a segurança pública precisa ser inserida de fato, já que falamos dum produto, precisa-se ter profissionais envolvido, as comunidades precisam duma contra partida.
Por fim digito diretamente ao Grupo Calderaro de Comunicação, vocês criaram e detém os direitos do evento, mas já não pertence apenas a vocês, o “Peladão” é “patrimônio” dos desportistas do nosso Amazonas, através dele quando ainda impresso, se vendiam milhares de jornais, através deles nos dias atuais curtimos, comentamos e compartilhamos com vocês as informações, faço um apelo, repensem e nos deixem juntos adentrarmos “A Bordo” duma nova fase do maior campeonato de peladas do mundo.
Sobre o colunista
Professor, ex-atleta profissional, comentarista esportivo, preparador físico.
Campeão amazonense com o Fast Clube, idealizador e coordenador da Copa das Cachoeiras de futebol de base, considerada hoje a maior e melhor competição de base do Norte do País, idealizador e coordenador do Simpósio de futebol de base do Amazonas, ex-secretário de juventude, esportes e lazer
de Presidente Figueiredo.
Laryssa Gomes Tavares Repórter policial e diretora executiva do portal Amazonas em Notícias





