Mpox volta a preocupar autoridades de saúde. Veja sintomas, transmissão e cuidados para evitar a infecção.
Redação Amazonas em Notícias 6 de março de 2026 0 COMMENTS
Doença viral pode provocar lesões na pele e febre; especialistas orientam sobre prevenção e quando buscar atendimento médico.
Mpox exige atenção, mas não se transmite como a Covid-19
A Mpox, doença viral anteriormente chamada de varíola dos macacos, continua sendo monitorada por autoridades de saúde. Apesar da preocupação, especialistas ressaltam que o vírus não se espalha com a mesma facilidade observada na Covid-19.
A infecção é causada pelo vírus monkeypox (MPXV), da mesma família da varíola. A transmissão ocorre principalmente por contato próximo com lesões na pele, secreções respiratórias ou objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas. Diferentemente do coronavírus, o contágio não acontece de forma fácil pelo ar em ambientes comuns.
Sintomas e período de incubação
O período de incubação da doença pode variar de cinco a 21 dias. Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor de cabeça, fadiga, aumento dos gânglios e erupções na pele que evoluem para bolhas e crostas. Essas lesões podem surgir em diversas partes do corpo, incluindo rosto, mãos, pés e região genital.
Formas de transmissão
De acordo com especialistas e autoridades sanitárias, o contágio geralmente ocorre em situações de contato físico prolongado, o que aumenta o risco para pessoas que convivem diretamente com pacientes infectados, como familiares, parceiros íntimos e profissionais de saúde. A transmissão também pode ocorrer durante a gestação ou no parto.
Outra orientação importante é evitar a desinformação sobre a doença. Especialistas destacam que a Mpox não está restrita a um grupo específico de pessoas e que qualquer indivíduo pode contrair o vírus.
Vacinação e prevenção
Organismos internacionais de saúde não recomendam vacinação em massa contra a doença. A imunização costuma ser indicada apenas para grupos considerados prioritários, como profissionais de saúde expostos ao vírus ou pessoas que tiveram contato próximo com casos confirmados.
Além disso, a vigilância epidemiológica segue ativa em diversos países, incluindo o Brasil, para identificar novos casos e orientar medidas de prevenção.
Diagnóstico e cuidados
O diagnóstico da Mpox é realizado por meio de exames laboratoriais, geralmente com coleta de material das lesões na pele. Em caso de suspeita, autoridades recomendam isolamento até a cicatrização completa das lesões, momento em que a pessoa deixa de transmitir o vírus.
Atualmente, o tratamento é baseado principalmente no controle dos sintomas e na prevenção de complicações, já que não existe um medicamento específico aprovado internacionalmente para combater a infecção.
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Laryssa Gomes Tavares Repórter policial e diretora executiva do portal Amazonas em Notícias







