Oficial da PM concede aposentadoria a tenente-coronel investigado por morte da esposa tem aposentadoria de R$ 28,9 mil autorizada
Redação Amazonas em Notícias 2 de abril de 2026 0 COMMENTS
A Polícia Militar de São Paulo concedeu aposentadoria de R$ 28,9 mil a um tenente-coronel investigado pela morte da própria esposa, também integrante da corporação. A decisão foi tomada mesmo com o militar preso preventivamente.
A portaria, publicada pela Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) nesta quinta-feira (2), garante ao oficial a aposentadoria com vencimentos integrais
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso sob acusação de matar a esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, foi oficialmente transferido para a inatividade pela Polícia Militar de São Paulo. A portaria, publicada nesta quinta-feira (2), assegura ao oficial aposentadoria com vencimentos integrais, mesmo enquanto ele aguarda julgamento por feminicídio.

(Foto: Frame Portal Transparência)
Conforme o documento assinado pela Diretoria de Pessoal, o militar tem direito à reserva remunerada por idade. Na prática, ele continuará recebendo os proventos, que chegaram a R$ 28,9 mil brutos em fevereiro de 2026, segundo dados do Portal da Transparência.
Fontes ligadas à Corregedoria apontam que a ida para a reserva encerra eventuais processos administrativos que poderiam resultar na expulsão da corporação, já que o oficial deixa o serviço ativo.
Geraldo Neto está preso desde o dia 18 de março no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital paulista. Ele responde por feminicídio e fraude processual pela morte de Gisele, ocorrida no apartamento do casal, no bairro do Brás.
Na ocasião, o oficial alegou que a esposa teria tirado a própria vida com um disparo de arma de fogo. No entanto, investigações da Polícia Civil e laudos periciais identificaram inconsistências na versão, apontando indícios de que a cena pode ter sido alterada para ocultar o crime.
Apesar da concessão administrativa da aposentadoria, o tenente-coronel segue respondendo ao processo na Justiça Militar. A prisão preventiva foi mantida diante da gravidade do caso e da possibilidade de interferência nas investigações. Até o momento, a defesa não se manifestou sobre a decisão que oficializou a passagem para a inatividade.
O oficial é réu pela morte da soldado Gisele Alves Santana, ocorrida dentro do apartamento onde o casal vivia. Inicialmente tratada como suicídio, a ocorrência passou a ser investigada como homicídio após a identificação de inconsistências na versão apresentada.
De acordo com as investigações, perícias apontaram elementos que indicam possível alteração na cena e divergências em relação à dinâmica do caso. Diante disso, o militar passou a responder por feminicídio e outros crimes relacionados.
Apesar do processo em andamento, a concessão da aposentadoria seguiu critérios administrativos da corporação, o que gerou repercussão pública.
O tenente-coronel permanece preso por decisão judicial e nega as acusações. A defesa sustenta a versão de suicídio, enquanto o caso segue em análise pela Justiça.
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Laryssa Gomes Tavares Repórter policial e diretora executiva do portal Amazonas em Notícias







